Resenha: Restaurante Casa Garcia Armazém- Ouro Preto, MG

24 de mar de 2017 / Nenhum comentário
Foto: Divulgação facebook

Quem passa ali pelo bairro Água Limpa, em Ouro Preto, fora do circuito do centro histórico, não imagina que aquele tranquilo restaurante recebe um dos chefs mais inquietos do cenário gastronômico mineiro. Conhecido pelas obras de arte e cultura no finado restaurante Aurora (BH), o chef Mauro Bernardes aposentou as extravagâncias e zorbas no salão para nos encher de entusiasmo com uma gastronomia simples, tradicional e decorada com um toque multicultural que é uma de suas assinaturas.

Só de encontrar essa foto aqui pra postar pra
vocês já ficamos com saudade
dessa entradinha :/
Visitamos o Casa Garcia Armazém numa sexta-feira e a primeira coisa que nos chamou atenção (além da decoração rústica e aconchegante) foi a carta de vinhos que é bem variada e tem opções com valores acessíveis. Sim, nada de R$300,00 por uma garrafa que você compra por 30 mercado.

Decidimos começar pedindo um vinho branco pra acompanhar o primeiro prato, um Tantehue - Chadornnay chileno (43). Como o cardápio muda sempre, provavelmente quando você resolver visitar o Armazém serão outras opções, mas vamos contar um pouco sobre as nossas escolhas em nossa primeira ida ao restaurante. Para a entrada escolhemos uma burrata artesanal servida com figos frescos, hortelã, manjericão, rúcula e nozes. Se um dia a cara da riqueza quiser virar um prato, com certeza será esse aperitivo. Acompanhada de um das melhores foccacias que já comemos na vida, ela era bem leve e aromática e cumpriu com excelência o que consideramos a função da entrada: empolgar o paladar e deixar aquela vontade de partir pro prato principal.  

E lá fomos nós. Estávamos em quatro pessoas e resolvemos pedir dois pratos: uma tagliatta de filé ao demi-glacé com rúcula e lascas de parmesão, acompanhada de um sedoso purê de batata (64) e  um miolo de costela assado no forno a lenha com chimichuri e batatas rústicas (59).
A fome (ou talvez a segunda garrafa de vinho)
não nos permitiu esperar a foto para atacar aquela
costela divina ali
Os dois pratos são muito bem servidos, então se a sua ideia é pedir entrada, prato principal e sobremesa, um prato só é suficiente para duas pessoas com fome média. Um adendo para o purê: é engraçado quando um simples acompanhamento é capaz de surpreender, e foi assim com esse prato, simples e delicioso. As carnes estavam ao ponto, bem temperadas e eram muito saborosas, sem erro. Ah! nesse momento já estávamos na segunda garrafa, um tinto sul africano, Nedenburg Foundation - Pinotage (66) com preço super ok e de muita expressão.

Com muita coragem partimos para a sobremesa: Estela - mix de frutas caramelizadas no forno à lenha acompanhadas de sorvete da casa (25). Estava boa, mas não se sobressai, acho que nos empolgamos tanto com os outros pedidos que acabamos criando muita expectativa para a sobremesa. De qualquer forma valeu à pena fechar a experiência do jantar com um doce da casa.

Uma dica preciosa do gastrô para vocês: de quinta a sexta o Casa Garcia tem um happy hour que é só amor. Das 17h às 20h você pode comprar um chopp da Ouro Pretana e comer uma tapa de tira gosto por R$ 7,90. Sim. Isso. Cerveja boa e comida delicinha pra caber em todos os bolsos. ;)


- Preço: 4
- Ambiente: 5
- Atendimento: 5
- Velocidade do preparo: 5
- Qualidade da comida: 5

Nota final: 4,8



Casa Garcia Amazém
Rua Alvarenga, 703, Cabeças, Ouro Prêto
Aberto de quarta a sexta-feira, de 17:00 às 23:00 \ Sábado de 12:00 às 23:00 \ Domingo de 12:00 às 17:00
(31) 3551-5766
Facebook

Resenha: Lorivas Bar - Mariana, MG

24 de jan de 2017 / Nenhum comentário
Contra filé acebolado com fritas + aquela geladinha ma ra vi lin da

É verão, o sol vai embora quase às 20h da noite e se você é como nós, que sai do trabalho na sexta-feira (sol ainda raiando, aquele calor da estação) e a primeira coisa que vem à mente é uma cerveja gelada, junte-se aos bons e venha conhecer tudo sobre a nossa descoberta do mês no quesito bar!

O assunto de hoje compete as todos os brasileiros com aquela veia mineira que sabe apreciar um boteco camarada com comida bem feita, cerveja mega gelada e preços justos. Pensando nisso e fugindo do circuito Centro/Jardim, o Lorivas Bar foi uma das mais gratas surpresas que encontramos em Mariana.

É o Lorivas quem prepara as porções na chapa bem ali,
na frente de todo mundo.
Localizado no bairro São Cristóvão (próximo à UNIPAC), o Lorivas Bar abre de terça à domingo e conta com um ambiente sem frescuras, optando por decorar todo os espaço com peças tradicionais de um bom boteco. Quem toca o negócio é o Lourival e sua esposa Derenice, que são muito gentis e solícitos. Lorivas é do tipo que se você está afim de mesclar duas porções do cardápio, tirar uma coisa aqui, colocar outra ali, ele dá um jeito e faz. No fim tudo fica bom, com aquela cerveja beeem gelada.

Na nossa primeira vez pedimos uma indicação de porção a um dos donos, que nos indicou o clássico contra-filé com fritas (R$40). A porção é bem generosa, como vocês podem ver na foto. Os valores das opções mais tradicionais variam entre R$18 (fritas), até R$45 (Tilápia a moda da casa). O preço da cerveja também é só alegria: o "litrão" das tradicionais Brahma e Skol saem a R$6, assim como a Heineken de 600ml.

É incrível como uma porção assim bem feita, com uma cerveja gelada e boas companhias formam a combinação perfeita! Tão perfeita que decidimos ousar, entrar no clima boteco mesmo e pedir uma porção de língua (R$15). Ela acompanha um bocado de pães e vem com um caldinho delicioso, mas prepare-se, é um prato forte, a língua é gordurosa por natureza e de repente você já se vê pedindo aquela cachacinha (ou Whisky artesanal, segundo Lorivas). Além dessa iguaria botequense, eles também servem outros tipos de "tira-gosto" tradicionais, com preços que variam de R$10 (joelho de porco) e R$25 (carne de panela).

Como se não bastasse toda essa maravilha mineira, o bar também serve 6 pratos do dia ao longo da semana. Com preço de fixo de R$15, você pode saborear uma feijoada (domingo), arroz de pato (quarta) e até mesmo um cordeiro ensopado (quinta).


Então CUIDADO! O clima bacana do bar, com um atendimento rápido e bem pessoal, nada de música nas alturas, faz a gente querer ficar lá para sempre. E foi assim que uma ida rápida ao boteco depois do expediente se tornou o nosso programa quase obrigatório de toda sexta. Pra quem curte esse clima descontraído, sem frescura, com comida boa e honesta de bar, o Bar do Lorivas é o seu lugar. Se não, não desista! Você ainda vai encontrar um bar pra chamar de seu.


Indicamos: Contra filé com fritas, linguiça mineira com pimenta biquinho e joelho de porco



- Preço: 5

- Ambiente: 4
- Atendimento: 5
- Velocidade do preparo: 5
- Qualidade da comida: 5


Nota final: 4,8



Lorivas Bar
Rua José Vicente de Souza , 151, São Cirstovão - Mariana
Aberto de terça a domingo, de 12:00 às 23:00

Bebendo e Aprendendo: Cervejas - Introdução

23 de jan de 2017 / Nenhum comentário

Hoje nós começamos uma série sobre os tipos de cervejas que existem por aí, suas características e como podemos tirar o máximo desses sabores harmonizando com nosso bom e velho rango.

Mas antes, alguns avisos:
Para todo mundo que provou aquela cervejinha diferente um dia e descobriu um mundo de possibilidades além daquela Pilsen da sexta a noite, eu vos digo: o buraco é beeem mais embaixo e vai faltar tempo (e dinheiro) pra conseguirmos provar bem direitinho todas essas opções alcoolicas enviadas por Ninkasi há cerca de 4000 anos a.C.

A intenção aqui é aprender junto com vocês sobre o assunto enquanto as postagens evoluem, ok?
Então vamos lá!

● DEFINIÇÃO:

A cerveja é uma bebida alcoólica (né) carbonatada e sua produção ocorre através da fermentação de cereais que contém amido - os mais utilizados são os cereais maltados como a cevada e o trigo. Esse processo ocorre através de leveduras que "comem" o açúcar presente na mistura quente de água e cereais, transformando-os em álcool e gás carbônico.

Além de bastante água, as receitas podem levar também lúpulo, fermento e outros temperos, como frutas, ervas e outras plantas. Pensando nisso, é natural encontrarmos variedades de sabores e aromas que surgem a partir de fatores como método de produção, ingredientes usados, tipos de receita, história, origem etc.
Na divisão tradicional, a cerveja é dividida em duas principais famílias: LAGERS e ALES. Entretanto, existem outros grupos (de fermentação espontânea e especiais, por exemplo), que serão trabalhados mais ao final desta série.

A grande diferença entre esses dois conjuntos está na levedação do seu preparo. As ALES são produzidas em temperaturas entre 15°C e 24ºC com a levedura Saccharomyces cerevisiae, uma espécie de fungo encontrado em todas as partes do mundo e utilizado tanto para fazer cerveja, quanto vinho, pães e bolo. Elas são conhecidas como cervejas de alta fermentação pois a levedura sobe para o topo do mosto durante o processo de infusão. Além disso, esse tipo de levedo tem uma tolerância maior ao álcool, podendo produzir cervejas mais alcoólicas.

Já as LAGERS são fermentadas em temperaturas entre 6°C e 12ºC com uma espécie diferente, chamada de Saccharomyces pastorianus. Elas possuem o título de cervejas de baixa fermentação, pois a levedura não tende a subir para o topo do mosto durante o processo de fermentação, decantando para o fundo do fermentador após o processo.

Para entendermos como funcionam esses grupos, precisamos imaginar uma teia de opções (como a foto abaixo). As famílias possuem sub tipos, que por sua vez também se dividem em outros sub grupos. 

Imagem: businessinsider.com

LAGERS

São as cervejas mais consumidas no mundo e possuem graduação alcoólica geralmente entre 4 e 5%, com algumas exceções.
Seus sub tipos:

Pale Largers
Lagers claras, as mais tradicionais do estilo.
Seus principais subgrupos:

Pilsen 
American Lager
Lite
Premium
Dortmunder Export
Helles
DRY BEER ou Japanese Rice Lager
Radler

Dark Largers
São Lagers escuras.
Seus principais subgrupos:

Munchner Dunkel
Dark American Lager
Schwarzbier
Malzbier


Vienna
É uma cerveja originária da Áustria e possui cor marrom avermelhada com uma graduação alcoólica entre 4,5 e 5,7%.


Bock
São avermelhadas por tradição, mas podem ser também ser encontradas na cor marrom. Sua graduação alcoólica é alta, variando de 6% a 14%.
Seus sub grupos:

Doppelbock
Eisbock
Maibock ou Helles Bock


Marzen (ou Oktoberfestbier)
Produzidas na Bavaria durante o mês de março (März em alemão) especialmente para a Oktoberfest, as Märzen podem ser claras ou escuras e ficam entre 4,8 a 5,6% de álcool.



Keller e Zwickel
São cervejas incomuns. Não são filtradas e nem pasteurizadas, além de serem bem amargas e com teor alcoólico médio.

Malt Liquor
Malt Liquor é um termo surgido nos Estados Unidos para classificar as lagers fortes que têm alto teor de álcool devido à adição de açúcar, enzimas ou outro ingrediente em complemento ao malte . Geralmente são licorosas no paladar e não muito amargas, pois em muitos casos nem levam lúpulo. 



ALES

Até o século XIX, quando foi inventada a baixa fermentação das Lagers, as Ales eram as únicas cervejas disponíveis. Por isso - e devido ao extenso tempo de existência de produção e a fermentação "quente" - os sabores complexos, maltados e lupulados dessas bebidas são mais perceptíveis, resultando em experiências mais encorpadas e vigorosas.

Seus sub tipos:

Pale Ales
São as Ales claras, com graduação alcoólica até 6%.
Seus sub grupos:

American Pale Ale
English Pale Ale (Sub dividida em Standart Bitter, Especial Bitter e Extra Especial Bitter)
Belgian Pale Ale
India Pale Ale - IPA (Sub dividida em English IPA, American IPA e Imperial IPA)

Amber / Brown e Red Ales

São diferenciadas principalmente pela cor. Entretanto, também é possível perceber mudanças de corpo e intensidade.
Seus sub grupos:

American Amber Ale
American Brown Ale
English Brown Ale (Sub dividida em Mild, Southern e Nortern)
Red Ale.


Altbier
Essa cerveja é feita com levedura de Ales, porém a fermentação é feita em temperatura de Lagers. Seus sub grupos:

Dusseldorf Altbier 
Northern German Altbier. 

Scotch Ale
Ales da escola escocesa.
Seus sub grupos:

Light
Heavy
Export
Strong

Saison
Feitas em Wallonia - Bélgica, elas chegam a ser comparadas a vinhos tintos devido a fermentação e sabores em comum.

Bière de Garde
É feita principalmente na França, na região de Pas-De-Calais. Elas são fabricadas para durarem anos e normalmente têm uma última fermentação na garrafa. Devido a isso, muitas vezes são vendidas em garrafas com rolhas. 

Strong Ales
Inclui uma variada gama de cervejas que podem ser claras ou escuras. Possuem alto teor alcoólico, que vai de 6% e pode chegar até 12%.
Seus sub grupos:

Barley Wines
Old Ales

Belgian Strong Ales
Seus sub grupos:

Dubbel
Tripel
Quadrupel
Golden Strong Ale
Dark Strong Ale


Kölsch
De berço alemão e de coloração dourada, é normalmente mais doce e com menos lúpulo que as suas irmãs. Muitas receitas levam vários grãos, inclusive trigo. 

Weissbier 
Também chamada de Weizenbier, Wheat Beer ou Cerveja de Trigo, possuem aparência clara e opaca, onde percebemos com mais destaque o trigo com o qual foram produzidas, além de sabores frutados (banana e maça), florais e de cravo. São muito refrescantes e de graduação alcoólica moderada, ficando entre 5 e 6%.
Seus sub grupos:

Hefeweizen
Kristallweinzen
Weizenbock
Berliner Weisse 
Witbier 
Bière Blanche 
Russ

Stout
São de cor escura e opacas, dotadas de forte sabor de chocolate, café e malte torrado, assim como pouca carbonatação. Seu teor alcoólico varia entre 8 e 12%.
Seus sub grupos:

Dry Stout
Sweet Stout
Oatmeal Stout
Foreign Extra Stout
American Stout
Russian Imperial Stout

Porter
É mais mais suave que sua parente Stout e normalmente tem de 1 a 2% a menos de álcool. São cervejas escuras, típicas da Inglaterra.
Seus sub grupos:

Brown Porter
Robust Porter



Ufa! Depois de um novo testamento segundo Lúpulo, aprendemos o basicão sobre a nossa cerva. Ao longo da trajetória do Gastro não mia pretendo falar sobre cada grupo/família/tipo de forma individual para entendermos sobre a degustação e como podemos parear esses sabores e sensações com comida.

De novo: estamos aqui aprendendo juntos. 

Pra quem teve a paciência e interesse para ler até aqui. Obrigada. Sério!
haha

As fontes utilizadas foram:
brejas.com.br
behoppy


Resenha: O Passo Pizza Jazz - Ouro Preto, MG

4 de dez de 2016 / Nenhum comentário
Ambiente do restaurante (Foto: Reprodução Facebook)
É difícil encontrar um turista que veio a cidade Ouro Preto e não tenha tido boas referências do Passo Pizza Jazz para um jantar mais gourmetzinho. Um dos pontos de referência em gastronomia na cidade, o restaurante fica bem no meio de uma das ruas mais movimentadas do local: a rua São José (a.k.a. Rua dos Bancos).

Cozinha contemporânea traduzida em algumas das melhores pizzas que eu já comi na vida. Vish! Esse post começou já entregando, né?

Sou assídua no O Passo, confesso. Por isso estou aqui pra dar meu testemunho de que nas últimas 15 vezes em que visitei o local, saí feliz e saltitante umas... 15 vezes. O carro chefe de lá são as pizzas, que possuem um menu extenso e muito bem planejado. Desde as tradicionais marguerita e três queijos, até as elaboradas queijo brie e parma com geleia de jabuticaba e truta defumada com amêndoas laminadas na manteiga. Além disso, você também encontra pratos a la carte com massas, carnes, saladas e sobremesas. Para beber, a casa tem adega própria, uma carta bem interessante de cervejas artesanais e importadas.

Deixando de lado o ambiente, que possui exposições de arte itinerantes e aquele clima barroco que só Ouro Preto proporciona, vou fazer minha avaliação baseada nos pratos mais marcantes que comi no local, ok? 

Pizzas:
Ainda não bebi da fonte italiana no assunto pizza, mas gostei muito da proposta do restaurante. A massa é fina e SUPER crocante. Por mais que o recheio seja parte importante do prato, tudo coexiste harmoniosamente, sem aquela sensação de "pesado" das pizzas tradicionais, que tem bastante gordura do queijo derretido. A acidez do molho de tomate parece ajudar nisso. 
Recomendo: Brie e Parma, Truta Defumada e Juazeiro

Petit Limão Siciliano (Foto: Reprodução Site)
Sobremesas:
Sutileza é um adjetivo pertinente quando falamos nas sobremesas do local. As opções englobam pratos tradicionais da cozinha doce mundial como o Tiramissu e o nosso tradicional churros. O destaque fica por conta da reinvenção do Petit Gateau com sabores marcantes e originais.
RecomendoPetit gateau de limão siciliano + sorvete Häagen-Dazs de macadâmia e Corneto crocante recheado com mascarpone + sorvete de creme e coulis de frutas vermelhas.


Conclusão:
O Passo é um programão pra quem visita Ouro Preto. Tanto o cardápio, quanto a carta de vinhos e cervejas são de ótima qualidade e vale o preço cobrado (que é um pouco acima dos tradicionais do local, ainda que na média do padrão "turistico"). O ambiente é aconchegante e remete à alma da cidade barroca que ele representa. Além disso, palmas para o atendimento, que é no ponto, rápido e muito bem educado.


- Preço: 3
- Ambiente: 5
- Atendimento: 5
- Velocidade do preparo: 5
- Qualidade da comida: 5


Nota final: 








Restaurante O Passo Pizza Jazz
R. São José, 56, Ouro Preto/MG
Contato:  31. 3552-5089
Aberto diariamente de 12h à 0h

Resenha: Mamma Roma - Ouro Preto, MG

31 de ago de 2016 / Nenhum comentário
Com uma vista pra Igreja de Nossa Senhora do Carmo digna de mil fotos, o restaurante Mamma Roma é uma opção italiana e vegetariana pra quem vai visitar Ouro Preto. Esse post traz duas experiências que tivemos no local em diferentes momentos e foi feito especialmente para você que está na cidade histórica em busca de um rango.

Foto: Divulgação Facebook Mamma Roma
Experiência 1

Foi o seguinte, estávamos afim de comer em Ouro Preto e começamos a garimpar opções que não fossem muito caras mas que servissem uma comida bacana e um vinhozinho. Achamos o Mamma Roma no facebook mas não encontramos o cardápio, resolvemos então dar uma ligadinha lá e pedir uma foto do cardápio, por whatsapp mesmo, infelizmente a resposta foi "olha não tem nenhum celular disponível aqui pra tirar foto, mas os preços dos pratos variam entre 28 e 34 (ou algo por aí)". Na verdade eu não queria só saber o preço, queria saber se eles serviam algo que eu estivesse afim de comer e, convenhamos, sério que não tinha nenhum celular? Nenhumzinho na equipe inteira? Já ficamos meio ~cismadas~ mas fomos na cara e coragem.

A casinha charmosa é pequena mas com ares aconchegantes, conseguimos a melhor vista do lugar, que é um dos chamarizes do restaurante. A decoração conta com quadros do filme do Pasolini que dá nome ao local. O cardápio é bem enxuto e todinho vegetariano (o que não sabíamos porque não tivemos acesso a ele antes........), o que torna o Mamma Roma um bom lugar para quem não come carne e não quer ficar muito limitado. Você escolhe a massa, caseira e feita com farinha grano duro, e o molho.

Seguimos a sugestão do garçom e pedimos o bolinho de risoto, receita da família do chef, de entrada. O bolinho é realmente muito bom, nunca tínhamos provado algo do tipo e curtimos bastante. Escolhemos o vinho italiano Caleo de uva Montepulciano pra acompanhar (uma pausa para agradecer ao 3g que nos possibilita pesquisar as características dos vinhos no google antes de escolher). Um pequeno adendo: no cardápio estava escrito que a safra era 2013, mas recebemos um exemplar 2014, contei pro garçom porque se chega um cliente mais chatinho já viu né, ele se ofereceu para trocar (PONTO!), mas não havia necessidade, porque somos bem de boa hehe.

Como prato principal pedimos um nhoque e um girassoli (tipo ravioli só que em formato de florzinha, ouunn!), os dois com molho sugo. Para o meu gosto o molho estava um pouco ácido demais, mas no geral a massa estava boa. O destaque final fica para a sobremesa, pedimos um tiramisu que estava realmente muito bom.


Experiência 2
Quando conheci o Mamma Roma foi bem no susto. Estava passando de carro pela rua do restaurante e notei uma sacadinha simpática me chamando para ver sobre o que se tratava aquelas janelinhas convidativas. Fui ao encontro do meu compromisso ali perto e voltei mais tarde com um acompanhante. Pois bem! Meu radar de gordices estava funcionando a pleno vapor. Ao ver que era um restaurante especializado em massas, já garantimos nossa mesinha com vista pra Igreja bafônica ali da frente. 

A decoração geral da casa é super fofa, com muitas referências ao filme que dá nome a eles. A luz poderia ser mais baixinha, dando aquele clima de "aconchego" aos clientes. Escolhemos um Girassoli recheado com pimenta biquinho e queijo minas ao molho pesto que estava muito gostoso. A única ressalva ficou por conta da carta de cervejas que era bem fraca de variedade e com preços pouco convidativos, o que nos incentivou a ficar numa tradicional puro malte com preço mais camarada.

No geral o local é uma boa pedida, mas nada que me arranque suspiros e me deixe com aquela vontade voltar no outro dia. Ótimo atendimento. Comida boa. Sem surpresas.



Conclusões:


A primeira é que esse post ficou gigante, mas persistam porque está acabando.
O atendimento dos garçons é impecável. A comida é boa, honesta, mas talvez falte aquele algo que a gente nunca sabe o que é e que faz o lugar memorável. Torcemos para que o chef encontre logo esse *plim* que falta. É uma excelente opção para quem não come carne e curte massa. E a vista realmente é de matar.


DIQUINHA DA VIDA PARA TODOS OS RESTAURANTES: disponibilizem seus cardápios em algum lugar, galere! Site, rede social, whatever. Isso pode ser decisivo na hora que o serumaninho vai escolher onde vai comer.
;)



- Preço: 4
- Ambiente: 4
- Atendimento: 5
- Velocidade do preparo: 5
- Qualidade da comida: 4


Nota final: 









Pastifício Mamma Roma
Rua Costa Sena, 285, Ouro Preto - MG
Aberto de 19h às 22h
Telefone: 31 3551 2940

Especial Aniversário de Mariana - 10 restaurantes para visitar na Primaz de Minas

16 de jul de 2016 / Nenhum comentário
A primeira cidade de Minas Gerais faz no próximo sábado, dia 16 de julho, 320 anos (com corpinho de 300, claro). Logo, o Gastro Não Mia (em parceria com o site de notícias Vértices Inconfidentes)  não perdeu tempo e resolveu fazer uma listinha marota com os melhores lugares para se comer nessa cidade linda de Mariana que nos recebe de braços aberto desde 2000 e bolinha, quando viemos morar aqui. 

Preparados? 


Armazém da Glória
CategoriaGlorioso Resto-bar café

Foto: Divulgação Facebook
O cantinho mega decorado com artigos vintage e tradicionais da cultura mineira fica no distrito de Passagem de Mariana, a cerca de 5 km do centro da cidade. A proposta do local é oferecer boa gastronomia e boa música para os clientes que curtem unir esses dois temas. Em meio a rodas de chorinho, jazz e do bom e velho samba, a casa serve pratos como uma costelinha ao molho de goiabada de dar inveja a qualquer restaurante tradicional da cidade. O destaque, na opinião do Gastrô, fica com o Jiló empanado com queijo parmesão que é de comer rezando pra igreja que fica bem em frente ao local (o que proporciona uma vista linda, by the way). A cerveja é artesanal e servida do jeito que tem ser: gelada e bem rápido!

Vá se quiser: curtir boa música e boa comida num ambiente muito bem decorado e com um ótimo atendimento.
Leve com você: os amigos, o mozão e a galera do trabalho no happy hour.

Rodovia dos Inconfidentes, 951 - Passagem de Mariana
Página do Facebook




Bar do Marcelo
Categoria: Boteco mais camarada da face da Terra


Foto: Divulgação Facebook

O Bar do Marcelo fica no bairro Chácara e o seu carro chefe são os peixes fritos. Entretanto, o que chama a atenção da maioria dos frequentadores do local são as porções SUPER bem servidas. Além dos peixes, como o peroá que é empanado e frito inteirão, o cardápio também conta com carne de rã, porções de alguns frutos do mar com peixes de água doce e outras coisas normais de bar como filé com fritas, calabresa, maçã de peito, madioca frita etc.

Resenha: brigadeiros confeitaria D'ocê

12 de jul de 2016 / 3 comentários

O Gastrô recebeu direto de Ilhéus uma caixinha linda recheada com uma das melhores coisas desse mundão: BRIGADEIROS!

Pra quem não sabe, Ilhéus não é só a terra da Gabriela de Jorge Amado, a região é também o berço do cultivo do cacau, essa coisa maravilhosa que é matéria prima de um alimento essencial para a sobrevivência do ser humano: o chocolate. Então não se tratava de brigadeiros normais, eram brigadeiros da terra do cacau, o que equivale a tomar uma cerveja alemã! Ou comer um sushi direto do Japão! Ou uma pizza da Itália! Ou ler um livro no idioma original! Bom, acho que vocês já entenderam..

E foi usando e abusando dessa riqueza local que a gastrônoma Mariana Kruschewsky criou a confeitaria D'Ocê, que por mais que tenha esse nome meio mineirinho é baiana mesmo.

Bom, mas vamos ao que interessa. Nossa caixinha veio com 4 sabores de brigadeiros desses gourmets, uma seleção especial para o período das festas juninas. Tem para todos os gostos, o de farinha láctea tem um sabor bem suave, o de churros é mais docinho, com um doce de leite delicioso! O de paçoca é coberto com paçoca triturada, com muito amendoim e nada enjoativa. Por último o meu preferido, o de chocolate 70% e nibs de cacau, tem um sabor muito equilibrado, um leve amargor e aquele gostinho de chocolate com bastante cacau e doçura na medida.

Eu gostei muito mesmo dos brigadeiros. Já dei parabéns pra Mariana inclusive, porque é aquela história, doce é aquele tipo de coisa que pra se destacar tem que ser muuuito bom, porque não tem erro, não tem como sair ruim. O que aconteceu com esses docinhos lindos foi que depois que a caixinha acabou bateu aquela tristeza, porque eu sabia que não iria achar nada igual.

Desde que eu comecei a curtir mais gastronomia, pensar sobre culinária e comer prestando mais atenção eu comecei a perceber que sabores locais, aqueles que lembram infância mesmo e têm todo um apego emocional, mudam completamente a sensação de comer algo. Acho que é por isso que esse brigadeiro me chamou tanto a atenção, imagina só se não é completamente diferente cozinhar com ingredientes produzidos na região. É tipo quando a gente come algo que cresceu na nossa horta, tem outro sabor. Enfim, toda essa reflexão pra dizer que o trem é tão bom que faz a gente parar pra pensar "o que é que faz ele ser tão diferente?"


Segundo a própria confeitaria os produtos não têm conservantes, corantes nem essências. É tudo naturalzão mesmo, o que está bem na moda né? E eu acho ótimo! Sentir o sabor dos ingredientes sem firulas, só com o carinho de quem faz (acho que baixou a Bela Gil aqui hoje).

A D'ocê também faz doces, bolos e tortas, tudo pelo sistema de encomendas.
O número de contato é (73) 99976-6399 e ela também tem página no facebook.

Resenha: Bacalhau do Tuga - Arraial do Cabo, RJ

3 de jun de 2016 / Nenhum comentário

Arraial do cabo é uma cidadezinha de praia linda, daquelas que dá pra visitar quase toda a pé e com praias de tirar o fôlego de tão lindas. Fomos um dia antes do início do feriado, o que não se mostrou uma boa pedida porque a cidade foi lotando e ficava cada vez mais difícil encontrar um lugar bacana pra comer que estivesse tranquilo e sem fila.

Escolhemos o restaurante Bacalhau do Tuga para o jantar do primeiro dia. O lugar foi recomendado até pelo dono da casa que alugamos e era quase ao lado de onde ficamos hospedados.
O restaurante é bem charmoso, naquele estilão de cantina. A surpresa é a área aberta que fica no fundo, dá pra sentir aquela brisinha do mar e até ver os barquinhos, já que a parte de trás do local dá para a Praia dos Anjos, onde fica o porto de Arraial.

Abençoado bolinho de bacalhau
Estávamos FAMINTOS (quando não, né?) e perguntamos para o garçom se havia um petisco que ficasse pronto rapidinho, ele nos sugeriu o bolinho de bacalhau. Realmente, ficou pronto em quinze minutos e nos deixou bem felizões comendo aquela delícia naquele climinha praiano. O bolinho era fantástico, sem aquele excesso de óleo que estraga qualquer petisco frito. Logo depois chegou nosso pedido principal: Bacalhau com natas.


Olha, enquanto estou aqui escrevendo e lembrando daquela coisa maravilhosa em forma de comida já estou a salivar. É um pedaço português do céu (e olha que já não estávamos com tanta fome, porque o bolinho deu aquela forrada básica). O prato é composto por bacalhau desfiado, uma espécie de purê de batatas, creme de leite e farelo de pão gratinado por cima e acompanha arroz e salada. Eu não sei bem explicar porque é tão bom, mas acho que é porque ele é honesto. Aquele sabor autêntico de tudo que tá ali, um bacalhau que não força a barra e nada de exageros nem faltas no tempero. A quantidade é bem generosa, serve quatro pessoas e nós não deixamos nenhuma migalha, até porque isso seria realmente um pecado.


O Céu de Portugal. Deus mora ali <3
O preço é ok, não é super baratinho, mas condiz com a qualidade do que é oferecido sem exageros turísticos. Vale muito a pena. O atendimento é ótimo também, ficamos com receio por estarmos na área externa, mas sempre havia garçons por ali. O próprio Tuga (diminutivo de Portuga) é uma figura, nos contou todo prosa sobre como chegou ao Brasil e montou o restaurante, explicou que a receita do bacalhau com natas é bem típica de Portugal (talvez o que justifique ela ser tão deliciosa, pratos tradicionais seguidos à risca têm essa tendência).

Então é o seguinte, o Bacalhau do Tuga é imperdível, é obrigatório para quem vai a Arraial do Cabo. Se você for a Arraial depois de ler esse post e não for ao Tuga estará cometendo um pecado dos feios e a ira da deusa gastronômica cairá sobre você. (Não, não havia drogas viciantes no prato e nem voltamos doidinhas de lá, é só pra você não cometer nenhuma burrada mesmo).

Quando o lugar merece vale puxar um pouquinho de saco sim hahah.


- Preço: 4
- Ambiente: 4
- Atendimento: 5
- Velocidade do preparo: 5
- Qualidade da comida: 5


Nota final:






Bacalhau do Tuga
R. Santa Cruz, 5 - Praia dos Anjos, Arraial do Cabo - RJ
Telefone: (22) 2622-1108

Resenha: Tenente Pimenta Rock Bar - Ouro Preto, MG

12 de abr de 2016 / Nenhum comentário
Foto: Divulgação Tenente Pimenta - Decoração bem massa

Tenente Pimenta Rock Bar fica no bairro Antônio Dias em Ouro Preto. Assim que ele abriu suas portas, já causou um burburinho danado e nós fomos lá conferir como era essa novidade da noite ouropretana. 

O ambiente é lindo, aquela luz baixa bacana, uma decoração de super bom gosto e que combinava direitinho com a proposta do bar.
Divulgação Tenente Pimenta-
Cervejas Backer
Assim que chegamos fomos informados de que não haviam mesas disponíveis (era por volta de 21h), mas se a gente topasse dava pra ficar no balcão até esvaziar alguma mesa. Topamos e já fomos logo pedindo uma rodada de chopp Backer. A maioria das cervejas eram dessa cervejaria, muito conhecida aqui em Minas por ser da serra do curral, mas as marcas mais populares também estão no cardápio com um preço ok.
Estávamos aproveitando aquele momento bar, cerveja e som ambiente quando o bar começou a encher e a encher muito. As pessoas em pé e os garçons doidinhos. Foi quando começaram os problemas: Era impossível ouvir a música devido ao volume de pessoas e acabamos demorando mais do que o esperado para conseguirmos uma mesa, porque nós não éramos avisados quando as mesas vagavam e outras pessoas pegavam.
Decidimos então pedir as comidas. Uma típica porção de batatinhas, que vinha com queijo grana e bacon, e um assado de tiras que vinha com uma farofinha e três opções de molho à escolha. A carne demorou cerca de 30 minutos para chegar, estava saborosa, mas alguns pedaços tinham grãos de sal grosso que tornava o prato salgado demais. A farofinha era sensacional, digna de um beijo na bochecha do chef. Bem, voltamos aos drinks e às cervejas esperando as batatinhas que não vinham nunca, mas nunca mesmo.
A cena era mais ou menos assim: o bar ia enchendo, os garçons loucos com tanta gente, a gente com fome e nada das batatas. Bem apocalíptico pra vocês sentirem o drama das famintas aqui. Fomos perguntar sobre o pedido e recebemos a informação de que ele não havia sido feito mas que sairia rapidinho. Quando ela finalmente ficou pronta, estava ótima, mas perdeu um pouco a graça pelo transtorno. Bom, por fim pedimos um drink com tequila e cerveja que também demorou anos, foi esquecido e só chegou quando lembramos um garçom: "Ei, cadê nosso drink?"

Divulgação Tenente Pimenta -
O drink da espera eterna
O que não saía da nossa cabeça era: "poxa vida um bar que promete tanto e tendo umas falhas assim. Porque raios eles deixam tanta gente entrar se não têm estrutura pra comportar e atender decentemente todo mundo?"
Se a proposta é ser tipo um pub, a música tinha que estar mais alta, pra gente conseguir entrar naquele clima (até porque né, é um rock bar), o que não acontece. Fomos informadas de que hoje em dia há música ao vivo em alguns dias, quando fomos, uma sexta-feira, ainda não havia.

Resumão: foi frustrante. É tudo lindo, o cardápio promete com carnes e porções diferentes, umas cervejas bacanas, uma decoração gracinha, mas eis que temos uns percalços assim.
A ideia era voltarmos ao bar, já que ele estava aberto há apenas uma semana quando fomos, para podermos ver se os problemas tinham sido sanados, mas não conseguimos e resolvemos soltar essa resenha sincerona. Esperamos, de coração, que ele esteja melhor agora, porque promete muito. (se você foi ao Tenente há pouco tempo nos conte como está).







Só um último adendo: na hora de pagarmos, percebemos um valor muito alto mas, como todos os itens da comanda batiam e as cervejas já estavam fazendo seu devido efeito, pagamos e fomos embora. No outro dia, fazendo as contas do consumo novamente percebemos que era impossível ter dado o valor que pagamos (cerca de R$30,00 de diferença).

Entramos em contato com o local pelo Facebook, eles conferiram a comanda (que era nominal) e perceberam que havia sido somado errado. Possivelmente a calculadora não estava zerada. Assim, nos pediram para que voltássemos lá para sermos ressarcidas. Achamos que a atenção que eles nos deram, conferindo a comanda, se desculpando e se prontificando a devolver a diferença foi bem respeitosa.


- Preço: 3
- Ambiente: 4
- Atendimento: 2
- Velocidade do preparo: 3
- Qualidade da comida: 4


Nota final: 







Tenente Pimenta Rock Bar
Rua Carlos Tomaz, 33, Centro

(31) 3551-5030
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Resenha: Cozinha Real Churrascaria - Mariana, MG

8 de abr de 2016 / Nenhum comentário
Foto: Google Maps
Quem está há um tempinho na região de Mariana já está familiarizado com o Cozinha Real, que funcionava lá pelo ano de 2010 com sambinhas e maracatus nas noites geladas de inverno. O restaurante foi reaberto esse ano e, além de resgatar a tradição das noites regadas a muita música, também traz a proposta de servir boa comida, cerveja gelada e o churrasco que tanto fazia falta no centro da cidade histórica.

Apesar de ter visitado o Cozinha outras vezes, escolhemos um dia tranquilo para escrever pro Gastrô sobre a experiência. Fomos numa quarta-feira, dia de jogo, em quatro pessoas pra dar conta da maior porção que leva o nome da casa. Enquanto esperávamos, convidamos algumas Heinekens (que fazem parte do cardápio junto com as outras cervejas tradicionais do dia-a-dia) para nos fazer companhia em uma das mesinhas externas que deixam o clima de bar mais leve e fresquinho.

Conversa vai e vem, e eis que a dona da noite chegou botando muita banca pelo seu tamanho e variedade de sabores. Acredito que essa porção da casa serve fácil umas 6 pessoas com bastante fome. Ela é composta por mandioca frita (aquela de verdade mesmo - sem essa de mandiokita mentirosa pro meu lado), calabresa, torresmo, carne suína, batata frita e carne bovina. Além, das pimentas biquinho e molho rosé para acompanhar o banquete. Um excelente custo benefício, já que essa porção gigante custa R$55,00 e serve um número bom de ogrinhos como nós.

Torresminho mineiro no ponto, lombo temperado, batata sequinha e tudo bem feitinho na hora pro cliente esfomeado. O único porém do prato foi o contra-filé que passou um pouco do ponto e acabou ficando duro. A dica então é especificar o ponto da carne na hora de pedir, pra não correr esse risco.

Recomendo pra galera que procura um happy hour depois do trabalho, pra família que quer fugir da tradicional pizza de sexta-feira e pro casal que quer curtir um amorzinho tomando umas boas cervejas e comendo uma carninha.

As pessoas que eles chamam para tocar e cantar são uma atração à parte. Há uma verdadeira preocupação nesse sentido, não é só aquele cantor de barzinho que está lá só pra fazer um som ambiente. Um destaque para o Matheus Santiago (que costuma tocar lá às vezes) que por si só já vale a ida ao Cozinha. 

Foto: Divulgação Facebook
Ah! Preciso abrir um parêntese sobre uma outra vez que visitei o restaurante: gente, o que é aquela porção "trem mineiro"? 
Pra mim, o melhor custo benefício do cardápio. São várias porções em uma só composta por um sensacional jiló empanado com queijo, torresmo, mandioca, queijo minas e 3 molhos para acompanhamento (rosé, queijo e inglês com mel). 

Pra quem procura um lugar pra umas boas cervejas e tira gostos, nós super aprovamos.  É aquele tipo de lugar sem frescura, com um som bacana (nos dias de música ao vivo), comidinha de bar bem feita e cerveja gelada.



Eles possuem área interna e externa com uma decoração simples e honesta, disponibilizam wi-fi grátis e aceitam cartões de crédito, débito e dinheiro. 


Valor da Cerveja: A partir de 5,90 (600ml)
Porções: Até R$55,00 (super bem servidas)


- Preço: 5
- Ambiente: 3
- Atendimento: 4
- Velocidade do preparo: 4
- Qualidade da comida: 4



Nota final:







Cozinha Real Churrascaria
R. Antônio Olinto, 34 - Centro, Mariana - MG
(31) 98628-1535
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